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Alguns
de nós certamente estão acostumados com reuniões de resultados empresariais,
onde diretores e gerentes se esforçam por mostrar o que de bom foi feito e
por esconder, de todas as formas possíveis, as desgraças. E é também comum
em algumas empresas o presidente fazer ao final do ano um pronunciamento de
como se vê a situação e quais os vislumbres para o ano seguinte.
Outro dia fiquei imaginando como poderia ser a reunião deste final de ano do
inferno, ainda mais em vista do que anda acontecendo nas nossas igrejas...
Aqui fica um devaneio...
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Caros
colaboradores, anjos caídos engajados na prática do mal, a todos os
comandantes de nossas hostes malignas:
Não posso me furtar, eu, Lúcifer, de festejar os resultados obtidos por
nossas equipes, de reconhecer a propriedade de nossas estratégias e
projetos. Se é certo que o Nazareno já assegurou seus domínios e sua
vitória, é reconfortante, pelo menos por ora, saber que temos espezinhado
parte dos que se apresentam como seu povo, e trazido alguns conosco.
Nossos resultados tem sido realmente infernais! Mais ainda por notar que
temos conseguido quase que abrir nossas sucursais dentro dos currais do
assim chamado povo de Deus. Quantos de nossos livros conseguimos editar e
colocar nas estantes dos cristãos! Quantas de nossas doutrinas logramos
travestir de cristãs! Realmente infernal! Definitivamente maligno!
Não posso deixar de destacar o sucesso de nosso programa “Igrejas para a
Perdição”. Nada melhor do que incutir na cabeça dos líderes de igreja que
eles tem mesmo é que pregar o que o povo quer ouvir; que seu sucesso está no
número de fiéis que frequenta seu estabelecimento. Nada daquela doutrina
transformadora do Nazareno! Parabéns aos nossos colaboradores que
conseguiram inchar igrejas sem contudo qualquer crescimento real ou
importante; muito ao contrário, com um número até decrescente de fiéis
verdadeiros. Nunca plantamos tanto joio! Temos batido recordes e mais
recordes da plantação de joio! Parabéns aos que conseguiram incutir em
tantas igrejas um sincretismo que seria impensável tempos atrás. Ao notar
como pastores e líderes, eles mesmos, conseguem chamar a velha idolatria de
‘evangelho contemporâneo’, e ainda se emocionar com isso... confesso que
fico sem palavras... É definitivamente infernal ver algumas de nossas
práticas em curso nos púlpitos por aí afora.
Se eles querem a tal vitória, que façamos de conta que estamos por eles
vencidos. Que façamos nossas micagens e que deixemos a eles com um certo
gosto de que conseguiram nos amarrar. Como sabemos, no dia seguinte estamos
de volta. Mal sabem eles que os verdadeiros amarrados na história não somos
nós, e sim eles.
Outro programa que muito me orgulha é o chamado “Igrejas com Depósitos”.
Infernal a idéia de bonificar pastores para que consigam fiéis
contribuintes. Impressionante ver como eles, para atingir suas metas e
ganharem seus bônus, ensinam verdadeiras barbaridades, exigindo do povo a
entrega sacrificial de bens que nem sequer ainda possuem em troca de uma
suposta benção material... Ainda bem que o título de ‘pai da mentira’ me foi
dado tempos atrás. Hoje em dia eu teria dificuldades para vencer tantos
desafiantes... Tiro o meu chapéu para estas mentiras deles.
E como não lembrar do nosso velho, tradicional e sempre eficaz programa
“Lobos em pele de ovelha”? Que sigamos plantando nosso joio no meio do
trigo. Que sigamos colocando nossos emissários em postos-chave de alto
comando de igrejas e suas denominações. Temos crescido bastante, e não é
para menos! A medida que o tempo passa as verdadeiras ovelhas leêm cada vez
menos suas Bíblias, e é impressionante como caem nas nossas armadilhas mais
elementares. É como tirar o doce de crianças. E, afinal, como cada dia que
passa as tais ovelhas acreditam menos em nossa existência, elas não prestam
mais atenção, não vigiam, não montam guarda. Nosso caminho fica cada vez
mais livre. Não desanimem, caros demônios... É certo que sem resistência
nossa luta até perde um pouco da graça, mas sigam adiante. Se no passado
tinhamos o desafio de ficar a espreita e usar de novas estratégias a cada
dia, que não nos desanimemos ao encontrarmos portas escancaradas.
Que sigamos imitando a luz. Que sigamos fazendo de conta que nossa luz é a
verdadeira. Nada melhor do que atrair bobinhos para a nossa noite escura
fazendo-os correr atrás de um sol de mentira...
Que sigamos cobrindo nossas mentiras com um pouco da verdade. Nada melhor do
que disfarçar nossas artimanhas com uma roupagem toda santa. Sempre foram
nossas iscas, e seguirão sendo. O anzol sempre é embrulhado com uma isca
apetitosa. Que o nosso anzol jamais fique exposto, antes seja embrulhado com
bons e apetitosos chamarizes.
Que sigamos fazendo-os crer que a verdadeira vida está nos rituais, nas
celebrações. Que eles sigam cantando ‘seus mantras’ que nada dizem e nada
produzem a não ser irritação para o ‘Eu sou’. Afinal, não foi Ele mesmo que
disse que as tais canções eram um barulho insuportável em seus ouvidos (o
tal de ‘estrépito’) quando cantadas por gente que não vivia o que cantava?
Que eles sigam ‘fazendo barulho’, e que sigam acreditando que o tal ‘viver
no Espírito’ é mesmo ter as tais experiências estapafúrdias na hora da
celebração. Enquanto eles pensarem que evangelho é só isso, melhor. Jamais
se encontrarão com o que os pode de fato transformar. Nosso trabalho
seguirá, portanto, sendo feito.
E sempre o mais importante: que não nos esqueçamos de destruir as famílias.
Uma família destruída é mais eficaz do que uma igreja destruída, mesmo
porque duas ou três delas se encarregam de acabar sozinhas com suas igrejas.
E casais mal resolvidos tornam-se pais imprestáveis. Pais imprestáveis
produzem lares insuportáveis, filhos doentes, carentes, rebeldes, que não
acreditam em mais nada, nem sequer em Deus. E como a vida deles sempre foi
um inferno (rsrsrs... deixem que pensem que o inferno é ‘só isso’...), não
vão pensar em se casar jamais... e daí entra nossa velha estratégia: amor
livre, curtir o momento, etc, etc. E mesmo que se casem... que asseguremos
que seus lares sejam outras de nossas sucursais, não é mesmo?
Que eles continuem procurando a cura para seus problemas dentro das garrafas
de uísque, depois de um cigarro bem fumado, depois de uma experiência sexual
‘além-muro’, dentro das caixas de remédios para dormir, dentro de sei lá
mais o que. Que sejamos sempre ágeis em oferecer estas nossas soluções.
Quanto mais anestesiadas forem nossas vítimas, melhor. Que só voltem a si
quando for tarde demais.
Que continuemos ensinando que o tal ‘pecado’ é só um dogma medieval...
Afinal, que os bobinhos continuem crendo que a verdade está com eles. Que
sigam na busca de seu ‘eu interior’, pois assim acabam esquecendo do ‘Eu
sou’ que os transforma. A palavra de ordem é distancia-los de Deus. Quanto
mais longe estiverem Dele, mais perto estarão de nós e de nossos atrativos.
Caros colaboradores de todas as nossas hierarquias, da mais alta à mais
humilde: saibam que vivemos o nosso momento. Que aproveitemos o tempo. Se é
certo que nosso futuro não é lá muito brilhante, e dele não temos como
escapar, que tragamos conosco o maior número de vítimas.
Não importa que o próprio Nazareno já disse que os últimos dias seriam assim
mesmo, cheios de apostasia da igreja. Que não fiquemos nos lembrando que
estamos soltos por pouco tempo, onde pode parecer que só fazemos o que
fazemos porque o “Eu sou’ está deixando. Que tenhamos nosso foco nas
vítimas, não Nele. Nossa briga não é mais com Ele. Nossa luta é com as
ovelhas, com o rebanho Dele. Se não podemos com Ele, que busquemos atingir
os que andam à busca Dele.
Caros colaboradores: que tenham todos um infernal novo ano, e que façamos da
vida da igreja um inferno. E como temos sempre feito até hoje: sem que
eles percebam!
Conto com vocês. Obrigado.
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Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como
leão, rugindo e procurando a quem possa devorar.
1 Pedro 5:8
Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e no seu forte
poder. Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as
ciladas do Diabo, pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra
os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas,
contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Por isso, vistam
toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer
inabaláveis, depois de terem feito tudo. Assim, mantenham-se firmes,
cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça e tendo os
pés calçados com a prontidão do evangelho da paz. Além disso, usem o escudo
da fé, com o qual vocês poderão apagar todas as setas inflamadas do Maligno.
Usem o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.
Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso
em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos.
Efésios 6:10-18
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