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É uma revista virtual cristã, para a qual
escrevo, e que dirijo. Será um prazer te-lo como visitante e assinante (é
gratuita)
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Quem
sabe não foi pra isso...? |
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... por habitar e
circular entre o mundo empresarial e o ministerial há 26 anos acho que já
aprendí a não me assustar com as anomalias. Aprendí a ver o que há de
excelente em cada lado, e fugir do que há de mau. Aprendi que Deus é
Senhor de ambos, e se ficamos vez por outra surpresos com o que vemos,
jamais veremos Deus surpreendido com o que há. Ele sabe, e segue no
controle de tudo.
A verdade é que Deus nos coloca onde estamos com finalidades que Ele
conhece há muito, e que nos revela aos poucos. Como Ester, talvez eu e
você tenhamos sido plantados em terreno específico, e mesmo que não
consigamos ver ‘quais podem ser as intenções de Deus’, Ele as tem, por
certo.
Enfim, temos nossas lições de casa. E é justamente para uma
delas que eu quero agora lhe chamar a atenção. “Quem sabe não foi pra isso
que Deus lhe colocou onde colocou?”
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Há uma história
bíblica que me ensina muito como Deus manobra as circunstâncias para dar
sequência aos Seus planos: a história de Ester, narrada no livro do mesmo
nome. Ester torna-se rainha do impérío persa (pós-babilônico) como esposa de
Assuero (ou Xerxes) e esta sua posição acaba sendo peça-chave para livrar o
povo judeu do extermínio. Certo momento, enquanto discutia com seu tio
Mardoqueu suas poucas chances de fazer algo para livrar o povo dos
problemas, ela ouve de seu tio esta frase: “quem sabe não foi para um
momento como este que você se tornou rainha?” (veja em Ester 4:14)
E esta história sempre teve para mim um significado particular e especial. E
aqui explico o porquê.
Apesar de sempre envolvido com alguns ministérios, nunca me dediquei a
nenhum deles em tempo integral. Em toda minha história, sempre me ví em
atividades profissionais, seja como executivo, seja nos últimos anos como
empresário. Olhando por um lado, não foram poucas as vezes em que tive a
vontade de largar tudo em uma das pontas, a pretexto de ‘fazer direito e
melhor’ uma coisa só. Mas o outro lado sempre me mostrou que, justamente
“por fazer as minhas tendas” alguns dos ministérios com os quais me envolví
foram viabilizados. Não sei por que, mas eu não conseguiria viver em paz sem
dar vazão ao meu chamado ministerial, e tampouco o veria realizado sem o
apoio e a experiência que obtenho em meu dia a dia empresarial.
Ester vivia algo assim. Era judia, e era rainha do império persa dominador
por ser casada com Xerxes. Tinha um pé em cada um dos mundos.
Sempre me ví assim. Com um pé em cada um dos mundos – o empresarial e o
ministerial.
Dois mundos! Não deveria ser assim. Já que eu sou um só, e meu Deus é um só,
como chamar minha vida ministerial de uma coisa e a empresarial de outra?
Tudo deveria ser a mesma coisa e, cá entre nós, para mim é. Minha dedicação
à empresa é a mesma de minha dedicação ao ministério, pois sei que fui
chamado por Deus para ambas as coisas. Mas embora meus olhos vejam a cena
como uma só, não posso deixar de reconhecer que são dois mundos distintos.
Fizemos e estamos fazendo deles dois mundos.
O mundo dos negócios, do dinheiro, das vendas e das compras, dos lucros e
dos prejuízos, enfim, o mundo empresarial é o rancho onde importante é o
resultado. Todos vivem numa selva onde foram picados pelo mosquito do
imediatismo, e vivem relações que beiram o absolutamente impessoal. Você
vale o quanto dá de resultado, o quanto é capaz de ganhar ou cobrar pelo seu
serviço. Mas se de um lado parece ser um ambiente inóspito, de outro a gente
também aprende a dar resultado (caso contrário você está fora), a ver a
coisa acontecer rápido, e a chamar de prioridades o que realmente é (o que
não é não interessa e só nos faz perder tempo).
Já o mundo ministerial é um ambiente bem mais calmo, mais pessoal, onde as
pessoas tem mais importância que números, resultados e valores. É um mundo
menos agressivo. Mas vez por outra quer me parecer que a coisa é tão calma,
mas tão calma, que as pessoas se esquecem que estão lá por alguma razão.
Esquecem-se que alguém, direta ou indiretamente, lhes paga as contas.
Conheço, lamentavelmente, certas instituições (missões, ministérios,
igrejas, instituições cristãs assistenciais, chame como quiser) onde as
pessoas são sossegadas além dos limites do razoável. Já que ninguém lhes
cobra resultados, vão ‘levando’... e cozinhando o galo em água fria.
Como eu já disse há pouco, penso que não deveria ser assim, mas é. Com raras
e louváveis exceções. Quantas e quantas vezes eu já brinquei com minha
esposa dizendo que, diante do stress de certas negociações empresariais, eu
precisava mesmo é de férias no ambiente ministerial. E quando eu começo a
ficar muito sossegado com resultados, digo que preciso logo dar um mergulho
na selva da vida empresarial para recuperar um pouco do instinto de
sobrevivência.
Enfim, qual seria o melhor resumo de toda essa história? Ah, como seria
melhor a nossa vida sem esses extremos...
Como você se sente em relação a isso? Ora, acho que depende de onde você
está... Se você é habitante da selva empresarial, talvez tenha até gostado
de algumas descrições da vida ministerial. Mas não se esqueça que por lá
estão as pessoas sérias que tem um interesse genuíno em sua vida, mesmo que
não pensem e não sejam iguais a você. E se você está do lado ministerial,
talvez possa estar até indignado com minhas palavras. Mas não se esqueça que
existem pessoas com um chamado diferente do seu, gente chamada pelo mesmo
Deus, e não é pelo que fazem que são mais ou menos consagrados.
Por habitar e circular pelo dois mundos há 26 anos acho que já aprendí a não
me assustar com as anomalias. Aprendí a ver o que há de excelente em cada
lado, e fugir do que há de mau. Aprendí a não chamar de ‘selvagem’ o mundo
empresarial, tampouco chamar de ‘folgado’ o mundo ministerial. Aprendi que
Deus é Senhor de ambos, e se ficamos vez por outra surpresos com o que
vemos, jamais veremos Deus surpreendido com o que há. Ele sabe, e segue no
controle de tudo.
A verdade é que Deus nos coloca onde estamos com finalidades que Ele conhece
há muito, e que nos revela aos poucos. Como Ester, talvez eu e você tenhamos
sido plantados em terreno específico, e mesmo que não consigamos ver ‘quais
podem ser as intenções de Deus’, Ele as tem, por certo.
Enfim, temos nossas lições de casa. E é justamente para uma delas que eu
quero agora lhe chamar a atenção. “Quem sabe não foi pra isso que Deus lhe
colocou onde colocou?”
Um dos sonhos que tenho sonhado com Deus e que estou vendo nascer é uma
instituição chamada “Tie”.
A
palavra ‘tie’, vinda do inglês, lembra aos executivos o seu uniforme do dia
a dia – a gravata. E isso já nos leva a uma primeira definição que a
descreve: uma instituição que congrega executivos e empresários.
Mas ‘tie’ também nos lembra o verbo inglês para amarrar, dar laço, unir,
criar vínculos. Tem portanto a finalidade de amarrar os dois mundos de que
falei: o empresarial e o ministerial, em pelo menos alguns aspectos.
Em um país como o Brasil somos forçados a ver e conviver com realidades
econômicas opostas: gente muito rica e gente muito pobre. Como falar de
Cristo sem cair no erro descrito por Tiago de tentar praticar uma fé sem
obras? Veja Tiago 2:14-18
De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras?
Acaso a fé pode salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas
e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: "Vá em paz, aqueça-se e
alimente-se até satisfazer-se", sem porém lhe dar nada, de que adianta isso?
Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta.
Mas alguém dirá: "Você tem fé; eu tenho obras". Mostre-me a sua fé sem
obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras.
Abra os olhos e veja, como eu, que existe muita gente séria no campo
ministerial. Esqueça por um momento dos ‘magnatas de fé’ – aqueles que vivem
às custas de um povo explorado e enganado. Há muita gente, muitas
instituições cristãs, muitas frentes de pregação do evangelho que sentem as
necessidades das pessoas que querem alcançar e para eles destinam a pregação
de Cristo acompanhada de ajuda, apoio, suporte. Mais do que falar de Cristo,
vivem a Cristo. E dão frutos.
A Tie visa operar na intermediação entre estas instituições e os meios
empresariais, atuando na captação de recursos e no gerenciamento dos mesmos
em projetos pre-determinados. Executivos fazem isso o dia todo a serviço de
suas empresas. Podem e devem fazer isso a serviço do reino, usando seus
contatos, suas agendas, seu networking.
Não é minha intenção descrever muito mais aqui. Seria repetir o que já está
no website da Tie (www.tie.org.br,
ainda em complementação, mas já operante).
Eu o convido a saber mais da Tie, e conforme o que Deus lhe mostrar, a fazer
parte deste projeto. Quem sabe não foi pra isso que Deus lhe fez ler este
artigo? Quem sabe não foi pra isso que Deus o colocou onde colocou?
E se você é parte de alguma instituição que gostaria da ajuda da Tie, visite
o site. Lá estão descritas as formas pelas quais podemos fazer algo em
conjunto.
Quem sabe não foi pra isso...?
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