página inicial
música & ministério
história
  meu testemunho
músicas
produção
   letra & histórias
   cifras
   gravações
   artigos & textos

agenda
   convites
contato
links

info
projetos & sonhos
  
CD 'Outras canções'
 
família

álbum de família
   antes de1980
   1981 a 1985
   1986 a 1990
   1991 a 1995
   1996 a 2000
   2001 a 2005

   2006 em diante

 
 

conheça a

É uma revista virtual cristã, para a qual escrevo, e que dirijo. Será um prazer te-lo como visitante e assinante (é gratuita) 

 
 

   

 

 

VOLTAR

  Calma... o domingo está a caminho!
 


... tive uma dia de sustos e decepções. Contratos fechados foram suspensos, o dinheiro deles, tão esperado, não viria mais tão cedo. E eu havia agradecido a Deus quando fechamos cada um destes contratos... será que Deus não tinha nada a ver com eles? Certos projetos com os quais sonhava mostraram-se inviáveis... Enfim, foi um dia terrível. Fui pra casa à noite com um gosto estranho na boca, com muita dúvida no ar.
Mas me lembrei de uma música antiga de um americano chamado Carman, cujo título é ‘o domingo está a caminho’. A música descrevia, com certo humor, toda a festa que o diabo e os demônios estariam fazendo após terminada a etapa da cruz. Festa que acabava tragicamente (para eles) no domingo pela manhã, claro. E a canção terminava dizendo que ‘quando tudo parece com a sexta-feira à noite, relaxe... o domingo está a caminho’.
 

 
 
 
 
Nestes últimos dias que antecedem a Páscoa (aliás, como não é só costume meu) tenho relido os evangelhos onde descrevem os últimos momentos de Cristo antes da crucificação e ressurreição. E que no calendário equivalem a estes que estamos vivendo nesta semana.

E nada melhor do que reler um texto conhecido para ver nele detalhes que nunca antes notamos...

Qual teria sido o sentimento dos discípulos mais chegados a Jesus ao vê-lo durante ‘a paixão’? Como assistir às acusações, ao espancamento, à violência contra Jesus, e vê-lo sofrer a tudo em silêncio, sem esboço de qualquer reação? Justo quem havia expulso os vendilhões do templo e ‘peitado’ os fariseus? Justo quem havia feito tantos milagres e curado a tantos? Por que razão Jesus não resolvia tudo na autoridade que já havia demonstrado ter não só sobre homens, mas até sobre o mar e o vento?

Humanamente duro de entender... O script humano incluiria por certo uma reação sensacional, algo ‘a la Schwarzenegger, a la Van Damme’, com os bandidos todos virando poeira e o mocinho terminando o filme ao lado da atriz principal.

Mas no script de Deus a sexta-feira tinha de existir... e assim foi.

E o que dizer do sentimento dos discípulos na sexta-feira à noite? Uma coisa é esperar pela reação... outra é ver que já não tem mais jeito. Jesus estava morto...

Fico pensando... Pedro dizendo que havia largado seu negócio de pesca para ser pescador de homens. E agora? Teria sido tudo perda de tempo? E Mateus que havia deixado seu emprego público para seguir a Jesus? E João e Tiago, que queriam ser os maiores no reino... ora, que reino? E os outros?

Aliás, chego a pensar que pior do que a sexta-feira foi o sábado. Na sexta houve o baque da cruz, da morte. E como acordar no sábado? Como suportar o gosto do ‘e agora’? Como ficar depois de ter apostado todas as fichas da vida num homem que agora estava sepultado?

Mas no script de Deus tinha de ser assim... a morte na sexta e todo um sábado de escuridão e muita dúvida... muito questionamento... e um total silêncio. Muitas perguntas e nenhuma – absolutamente nenhuma – resposta.

Nesta mesma semana (escrevo numa quinta-feira) tive uma terça-feira de sustos e decepções. Contratos fechados foram suspensos, o dinheiro deles, tão esperado, não viria mais tão cedo. E eu havia agradecido a Deus quando fechamos cada um destes contratos... será que Deus não tinha nada a ver com eles? Certos projetos com os quais sonhava mostraram-se inviáveis... Enfim, foi um dia terrível. Fui pra casa à noite com um gosto estranho na boca, com muita dúvida no ar.

Mas me lembrei de uma música antiga de um americano chamado Carman, cujo título é mais ou menos o deste artigo – ‘o domingo está a caminho’. A tal música descrevia, com certo humor, toda a festa que o diabo e os demônios estariam fazendo após terminada a etapa da cruz. Festa que acabava tragicamente (para eles) no domingo pela manhã, claro. E a canção terminava dizendo que ‘quando tudo parece com a sexta-feira à noite, relaxe... o domingo está a caminho’.

Pois é... muito mais que coelhinhos, chocolate e bacalhau, já aprendí e me convencí que a Páscoa é, de fato, a data mais importante do cristianismo. Não a Páscoa judaica pura e simplesmente, que celebrava há muito o sacrifício do cordeiro. Mas a Páscoa cristã, que celebra o sacrifício de Jesus e sua ressurreição, sem a qual nem cristianismo haveria. Sem a qual seria vã a minha fé. Sem a qual Jesus estaria até hoje dentro do túmulo que seria, quando muito, só mais um local de visitação turística.

Mas no script de Deus já estava escrito, há muito, muito tempo, que Ele estaria vivendo comigo hoje, em todos os momentos, enquanto durmo, enquanto estou acordado, enquanto estou escrevendo este artigo. E para isso foi necessário haver sexta-feira. Foi necessário haver sábado. E a grande revolução, a grande reação, a que ninguém esperava e na qual poucos criam, veio no domingo.

E Deus segue me dizendo, durante os meus dias, que é necessário haver mais sextas-feiras e mais sábados. Este é o script de Deus. O script pelo qual Ele está me transformando a cada dia em alguém mais parecido com Cristo. O script pelo qual Ele age em todas as coisas a minha volta. O script ao fim do qual (mesmo que eu não entenda e não o conheça por inteiro) sou mais do que vencedor por Ele, que tanto me amou. O script pelo qual eu sei que nada, que ninguém poderá me separar do amor Dele. Mesmo que neste script eu possa passar por tribulações, por perseguição, por limitações, até pela espada.

Pode até ser que o momento que eu e você estejamos vivendo tenha um certo ar de sexta-feira à noite.

Talvez você esteja buscando de Deus respostas para as tantas perguntas que lhe incomodam. E Deus segue no silêncio do sábado...

Mas esteja certo... o domingo está a caminho. E não é um domingo meia-boca, domingo de farofeiro, de feriado emendado ou de domingueiro. É domingo de ressurreição, de vitória contra a morte. É domingo que não termina com a ‘musiquinha do Fantástico’ que toca para nos lembrar que já vem chegando a segunda-feira. É domingo, e domingo pra sempre.

Esta é a Páscoa que estou comemorando. A Páscoa cristã. A Páscoa que me lembra do sacrifício e da morte de Cristo, mas que acima de tudo me lembra que Ele venceu a morte. E passou por tudo isso por me amar e para me assegurar vida eterna.

Se Jesus enfrentou a sexta-feira e o sábado, e venceu no domingo... o que são as minhas lutas do dia a dia? O que são minhas sextas e meus sábados?

Por isso, quando estou me sentindo na sexta ou no sábado, digo a mim mesmo: ‘calma... o domingo está a caminho’.