|
conheça a

É uma revista virtual cristã, para a qual
escrevo, e que dirijo. Será um prazer te-lo como visitante e assinante (é
gratuita)
| |
| |
|
|
|
VOLTAR |
 |
| |
Calma...
o domingo está a caminho! |
| |
... tive uma dia de
sustos e decepções. Contratos fechados foram suspensos, o dinheiro deles,
tão esperado, não viria mais tão cedo. E eu havia agradecido a Deus quando
fechamos cada um destes contratos... será que Deus não tinha nada a ver com
eles? Certos projetos com os quais sonhava mostraram-se inviáveis... Enfim,
foi um dia terrível. Fui pra casa à noite com um gosto estranho na boca, com
muita dúvida no ar.
Mas me lembrei de uma música antiga de um americano chamado Carman, cujo
título é ‘o domingo está a caminho’. A música descrevia, com certo humor,
toda a festa que o diabo e os demônios estariam fazendo após terminada a
etapa da cruz. Festa que acabava tragicamente (para eles) no domingo pela
manhã, claro. E a canção terminava dizendo que ‘quando tudo parece com a
sexta-feira à noite, relaxe... o domingo está a caminho’.
|
| |
| |
| |
| |
Nestes últimos dias que antecedem a Páscoa (aliás, como não é só costume
meu) tenho relido os evangelhos onde descrevem os últimos momentos de Cristo
antes da crucificação e ressurreição. E que no calendário equivalem a estes
que estamos vivendo nesta semana.
E nada melhor do que reler um texto conhecido para ver nele detalhes que
nunca antes notamos...
Qual teria sido o sentimento dos discípulos mais chegados a Jesus ao vê-lo
durante ‘a paixão’? Como assistir às acusações, ao espancamento, à violência
contra Jesus, e vê-lo sofrer a tudo em silêncio, sem esboço de qualquer
reação? Justo quem havia expulso os vendilhões do templo e ‘peitado’ os
fariseus? Justo quem havia feito tantos milagres e curado a tantos? Por que
razão Jesus não resolvia tudo na autoridade que já havia demonstrado ter não
só sobre homens, mas até sobre o mar e o vento?
Humanamente duro de entender... O script humano incluiria por certo
uma reação sensacional, algo ‘a la Schwarzenegger, a la Van Damme’,
com os bandidos todos virando poeira e o mocinho terminando o filme ao lado
da atriz principal.
Mas no script de Deus a sexta-feira tinha de existir... e assim foi.
E o que dizer do sentimento dos discípulos na sexta-feira à noite? Uma coisa
é esperar pela reação... outra é ver que já não tem mais jeito. Jesus estava
morto...
Fico pensando... Pedro dizendo que havia largado seu negócio de pesca para
ser pescador de homens. E agora? Teria sido tudo perda de tempo? E Mateus
que havia deixado seu emprego público para seguir a Jesus? E João e Tiago,
que queriam ser os maiores no reino... ora, que reino? E os outros?
Aliás, chego a pensar que pior do que a sexta-feira foi o sábado. Na sexta
houve o baque da cruz, da morte. E como acordar no sábado? Como suportar o
gosto do ‘e agora’? Como ficar depois de ter apostado todas as fichas da
vida num homem que agora estava sepultado?
Mas no script de Deus tinha de ser assim... a morte na sexta e todo
um sábado de escuridão e muita dúvida... muito questionamento... e um total
silêncio. Muitas perguntas e nenhuma – absolutamente nenhuma – resposta.
Nesta mesma semana (escrevo numa quinta-feira) tive uma terça-feira de
sustos e decepções. Contratos fechados foram suspensos, o dinheiro deles,
tão esperado, não viria mais tão cedo. E eu havia agradecido a Deus quando
fechamos cada um destes contratos... será que Deus não tinha nada a ver com
eles? Certos projetos com os quais sonhava mostraram-se inviáveis... Enfim,
foi um dia terrível. Fui pra casa à noite com um gosto estranho na boca, com
muita dúvida no ar.
Mas me lembrei de uma música antiga de um americano chamado Carman, cujo
título é mais ou menos o deste artigo – ‘o domingo está a caminho’. A tal
música descrevia, com certo humor, toda a festa que o diabo e os demônios
estariam fazendo após terminada a etapa da cruz. Festa que acabava
tragicamente (para eles) no domingo pela manhã, claro. E a canção terminava
dizendo que ‘quando tudo parece com a sexta-feira à noite, relaxe... o
domingo está a caminho’.
Pois é... muito mais que coelhinhos, chocolate e bacalhau, já aprendí e me
convencí que a Páscoa é, de fato, a data mais importante do cristianismo.
Não a Páscoa judaica pura e simplesmente, que celebrava há muito o
sacrifício do cordeiro. Mas a Páscoa cristã, que celebra o sacrifício de
Jesus e sua ressurreição, sem a qual nem cristianismo haveria. Sem a qual
seria vã a minha fé. Sem a qual Jesus estaria até hoje dentro do túmulo que
seria, quando muito, só mais um local de visitação turística.
Mas no script de Deus já estava escrito, há muito, muito tempo, que
Ele estaria vivendo comigo hoje, em todos os momentos, enquanto durmo,
enquanto estou acordado, enquanto estou escrevendo este artigo. E para isso
foi necessário haver sexta-feira. Foi necessário haver sábado. E a grande
revolução, a grande reação, a que ninguém esperava e na qual poucos criam,
veio no domingo.
E Deus segue me dizendo, durante os meus dias, que é necessário haver mais
sextas-feiras e mais sábados. Este é o script de Deus. O script pelo qual
Ele está me transformando a cada dia em alguém mais parecido com Cristo. O
script pelo qual Ele age em todas as coisas a minha volta. O script ao fim
do qual (mesmo que eu não entenda e não o conheça por inteiro) sou mais do
que vencedor por Ele, que tanto me amou. O script pelo qual eu sei que nada,
que ninguém poderá me separar do amor Dele. Mesmo que neste script eu possa
passar por tribulações, por perseguição, por limitações, até pela espada.
Pode até ser que o momento que eu e você estejamos vivendo tenha um certo ar
de sexta-feira à noite.
Talvez você esteja buscando de Deus respostas para as tantas perguntas que
lhe incomodam. E Deus segue no silêncio do sábado...
Mas esteja certo... o domingo está a caminho. E não é um domingo meia-boca,
domingo de farofeiro, de feriado emendado ou de domingueiro. É domingo de
ressurreição, de vitória contra a morte. É domingo que não termina com a ‘musiquinha
do Fantástico’ que toca para nos lembrar que já vem chegando a
segunda-feira. É domingo, e domingo pra sempre.
Esta é a Páscoa que estou comemorando. A Páscoa cristã. A Páscoa que me
lembra do sacrifício e da morte de Cristo, mas que acima de tudo me lembra
que Ele venceu a morte. E passou por tudo isso por me amar e para me
assegurar vida eterna.
Se Jesus enfrentou a sexta-feira e o sábado, e venceu no domingo... o que
são as minhas lutas do dia a dia? O que são minhas sextas e meus sábados?
Por isso, quando estou me sentindo na sexta ou no sábado, digo a mim mesmo:
‘calma... o domingo está a caminho’.
|
|
|
|
|
|