|
conheça a

É uma revista virtual cristã, para a qual
escrevo, e que dirijo. Será um prazer te-lo como visitante e assinante (é
gratuita)
| |
| |
|
|
|
VOLTAR |
 |
| |
Filhinhos
de papai, escravos do pai ou Filhos do Pai? |
| |
É assombroso como
tem crescido o volume dos apóstolos da graça. Não os que pregam a graça
bíblica, a graça salvadora e transformadora. Falo dos que usam a graça como
a desculpa que precisam para validar seus ministérios, para explicar seu
proceder sempre sob algum questionamento, para calar os contrários (às
vezes puritanos demais, mas contrários). Pastores e líderes sendo investidos
de autoridade sem qualquer preocupação com o atendimento à qualificações
bíblicas, exacerbam-se não por um proceder exemplar, mas por um discurso
‘cheio de graça’ que acusa de legalismo todo e qualquer oponente que ouse
importuná-lo. Se Paulo recomendou a Timóteo: ‘ora, ninguém te
despreze por ser jovem; mas, ao contrário, seja um exemplo para todos’,
hoje em dia, se quisesse jogar na moda, Paulo teria que reformular: ‘olha,
se algum legalista te desprezar, diga que ele não sabe o que é viver debaixo
da graça’!
|
| |
| |
| |
| |
Nada mais
compreensivo do que uma criança que ainda tem alguma dificuldade em entender
o real valor dos presentes que recebe. Mesmo que para ela os presentes
cheguem de graça, alguém pagou por eles. Às vezes, com algum sacrifício. Mas
criança é assim. Talvez por isso viva mais tranquila e desprecupada.
O problema começa quando a criança cresce e permanece com suas dificuldades
(ou indisposição) para entender o real valor das coisas que tem. Nada como
um adolescente cheio de vontades, cercado por pais culpados e inseguros para
o aparecimento de um velho monstro descrito até nas páginas bíblicas (se bem
que com outro nome): o filhinho de papai.
Você por certo os conhece. Espero que não seja ou não tenha sido um. Embora
existam vários modelos, tamanhos, cores e intensidades, creio que o
‘filhinho de papai’ se caracteriza basicamente por não saber o valor das
coisas que tem. Não dá valor ao que recebeu, despreza quem por ele luta ou
lutou, e segue sua vida vazia, desafiando a sociedade até que algo o faça
parar.
Mas aqui eu quero lhe chamar a atenção para um novo modelo de ‘filhinho de
papai’. O evangélico. O que pensa que pode ser um ‘filhinho do papai’ Deus.
É assombroso como tem crescido o volume dos apóstolos da graça. Não os que
pregam a graça bíblica, a graça salvadora e transformadora. Falo dos que
usam a graça como a desculpa que precisam para validar seus ministérios,
para explicar seu proceder sempre sob algum questionamento, para calar os
contrários (às vezes puritanos demais, mas contrários). Pastores e líderes
sendo investidos de autoridade sem qualquer preocupação com o atendimento à
qualificações bíblicas, exacerbam-se não por um proceder exemplar, mas por
um discurso ‘cheio de graça’ que acusa de legalismo todo e qualquer oponente
que ouse importuná-lo.
Nos tempos bíblicos Paulo recomendou a Timóteo: ‘ora, ninguém te despreze
por ser jovem; mas, ao contrário, seja um exemplo para todos’. Hoje em
dia, se quisesse jogar na moda, Paulo teria que reformular: ‘olha, se
algum legalista te desprezar, diga que ele não sabe o que é viver debaixo da
graça’!
Que há gente confundido graça com libertinagem, há... São os filhinhos de
papai...
De outro lado - extremo oposto - seguem batendo o cartão de ponto os
legalistas, os puritanos, os vendedores de indulgências modernas. Se não
está tão na moda o evangelho do ‘isso pode, isso não pode’, agora
parece ser evangelicamente correto sugerir o evangelho do ‘essa campanha
é boa, esse congresso melhor ainda”. Igrejas inteiras adotam como razão
de existência programas, marchas, campanhas, verdadeiras ‘novenas’ de
oração. Como se, pelo que fazem, pudessem comprar a graça de Deus.
Que segue existindo gente que se pega na lei, é verdade... São os escravos
do pai...
Mas, nem tanto ao mar, nem tanto à terra. A Bíblia segue dizendo que nossa
salvação é pela graça, e a razão de nossa vida está mesmo na graça. Nem na
supressão da graça (como querem os legalistas), nem na avacalhação da graça,
como quer me parecer que vem ocorrendo nos últimos tempos.
A graça de Deus – a verdadeira – nos basta.
Um dos textos que mais me fala a respeito é o de Tito 2 (11 a 14). Deus não
só reafirma a graça, como detalha o que quer com ela, quando e como. São
convicções valiosas que tenho e gostaria de relatar aqui.
A graça realmente começa salvando a todos
Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens.
O presente já foi dado, muito antes de qualquer atitude nossa. Foi
endereçado a todos, e é dado a todo aquele que entende o tipo de presente
que lhe foi dado.
Mas a mesma graça que salva é também graça que transforma.
Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de
uma forma sensata, justa e piedosa...
A graça não exige. Não cobra. Ela ensina. Ensina a dizer não às coisas
erradas, e a viver da forma correta. A mesma graça que salva é a mesma graça
que transforma.
E é pra já
...nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança; a
gloriosa manifestação de nossa grande Deus e Salvador, Jesus Cristo.
Não, não é para quando estivermos na glória. Não é para quando Cristo
voltar. Não é para dizer que ‘certo mesmo só no céu’. A graça nos
provê transformação agora. Sem crise, sem lei, sem exigência, ensinando. Mas
agora.
O projeto de Deus é esse – salvar e transformar
Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar
para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras
Gosto de pensar que Deus sempre esteve ‘na Dele’, e segue sempre ‘na Dele’,
quaisquer que sejam as besteiras que os homens falam. Ele veio morrer por
nós, quitar de nós o escrito de dívida, purificar-nos e transformar-nos, a
ponto de chamar-nos de povo particularmente seu, dedicado à prática das boas
coisas.
A graça de Deus não é só salvadora, embora comece com isso. Ela é
transformadora. E é a mesma graça, o mesmo Espírito, o mesmo Deus.
Graça que salva e segue sendo desculpa pra gente que vive como se Deus não
existisse? Não está na Bíblia...
Graça que salva e exige um padrão de conduta extremamente rígido que
garanta, pela força humana, uma ‘imagem’ razoável do povo de Deus? Tampouco
está na Bíblia...
Está na Bíblia que fomos adotados como Filhos, por meio de Jesus Cristo. E
porque somos filhos, Deus enviou a nós Seu Espírito, pelo qual podemos
chama-lo de ‘paizinho’. Não somos mais escravos, mas filhos. E por sermos
filhos, somos herdeiros. E o mesmo Espírito que em mim habita move em mim a
transformação.
Dá pra entender? Não! Eu não consigo.
Mas posso entender que o presente que recebí tem um valor muito alto. É tão
especial que não há nada parecido neste universo. E por entender este valor,
devo viver de acordo com ele. E viver como Filho do Pai, como herdeiro do
céu.
Diante deste presente inestimável, que eu não seja o filhinho de papai que
vive sem entender seu valor, usando-o como desculpa para suas molecagens e
desvarios (no melhor estilo ‘tem perigo não, depois meu pai vem e livra
nossa cara...’). Diante do mesmo presente, que eu também não o tente
comprar, tentando ser o que eu não sou e nem Deus quer que eu seja
(escravo).
Que eu saiba ser Filho do Pai. Livre, herdeiro, vivendo de acordo com o Pai.
|
|
|
|
|
|