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É uma revista virtual cristã, para a qual escrevo, e que dirijo. Será um prazer te-lo como visitante e assinante (é gratuita) 

 
 

   

 

 

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  A escolha é nossa
 


...quando as coisas que me cercam dão errado, quando o céu fica pesado, quando as coisas parecem ir contra o ideal. Cair no pessimismo é a parte mais fácil. Ser realista é menos fácil, mas não é difícil. Duro mesmo é ser otimista. Mas tenho pedido a Deus ‘para que me ajude a querer querer’. E Ele tem me ajudado, me ensinado, tem me feito querer querer.
É um processo. É disciplina. Vai contra o que o meu coração quer, mas rapaz.... é bom e faz um bem danado. É uma escolha a ser feita por nós. Ou decidimos reclamar que tudo vai mal, (e indiretamente colocando a culpa em Deus), ou decidimos lembrar do que vale a pena lembrar: que Deus sempre esteve e segue no controle, que tem o melhor destino para nós, e que já garantiu dias melhores e eternos.
 

 
 
 
 
Imagine-se no lugar do homem que escreve algo assim:

Eu sou o homem que viveu a aflição de quem sofre a ira de Deus. Ele me fez andar na escuridão e não na luz.

Eu sou aquele contra quem Deus voltou a Sua mão, vez após vez, o tempo todo. Fez com que minha pele e minha carne se envelhecessem. Quebrou os meus ossos.

Ele me sitiou e me cercou de amargura e pesar. Cercou-me de muros, dos quais não consigo escapar. Prendeu-me com pesadas correntes. E mesmo quando chamo ou grito por socorro, Ele rejeita a minha oração.

Ele bloqueou o meu caminho com grandes pedras, e tornou tortuosos todos os meus caminhos. Ele preparou o Seu arco e me fez alvo de Suas flechas, e com elas atingiu o meu coração.

Já me tornei objeto de riso, de ridículo, no meio de todo meu povo. Até já compuseram canções zombando de mim o tempo todo.

Ele me tirou a paz, e me fez esquecer o que é prosperidade. E por isso eu digo que meu esplendor já se foi, bem como tudo o que eu esperava de Deus.


Acho que podemos concordar. Haja desgraça. Ou o fulano aprontou todas e está sob a pesada ira de Deus, ou é um grande pé-frio. Creio que qualquer um, em sã consciência, não discordaria da visão pessimista do autor destas palavras.

Mas imagine agora qual seria sua reação caso o mesmo homem que escreve tudo isso, também escreva:

Olha, eu lembro de toda a minha aflição, do meu delírio, da minha amargura e do meu pesar. Lembro de tudo o que me aconteceu, e a minha alma se desfalece, desanimada.

Entretanto, eu me lembro também do que me pode dar esperança. E o que é isso? Que por causa do grande amor de Deus é que não somos consumidos de uma vez, pois as Suas misericórdias por nós se renovam a cada manhã.

Digo a mim mesmo: a minha porção, o que realmente me importa, é o Senhor. Portanto, Nele é que colocarei a minha esperança. O Senhor é bom para aqueles Nele esperam

E agora? Continua concordando?

Antes de seguir, lembre-se (caso já não tenha reconhecido a fonte destas palavras) que este não é um relato fictício, mas sim real, escrito por Jeremias, registrado na Bíblia (Lamentações de Jeremias cap. 3) e na história do Israel pré-exílio. Embora seja conhecido pelo nome de Lamentações (ou como gosto de chamar, a ‘choradeira’ de Jeremias), contém mais que história. Contém um ótimo exemplo para quem vive hoje.

É muito fácil olharmos para as circunstâncias nas quais nos encontramos e começar lembrar da ‘lei de Murphy’. E seguimos, ou fazendo piada de nós mesmos, ou achando justificativas para o nosso mau humor, ou simplesmente curtindo nossas fossas abissais, em pura depressão, ainda que disfarçada.

Mas confesso que tenho aprendido com Jeremias. Apesar de toda desgraça na qual ele e seu povo estavam metidos, sua reação é realista (‘lembro de tudo...’), até por vezes pessimista (‘meu esplendor já se foi, bem como tudo o que eu esperava de Deus...’), mas conclui com uma postura otimista.

Tenho tentado seguir este exemplo quando as coisas que me cercam dão errado, quando o céu fica pesado, quando as coisas parecem ir contra o ideal. Cair no pessimismo é a parte mais fácil. Ser realista é menos fácil, mas não é difícil. Duro mesmo é ser otimista.

Mas tenho pedido a Deus ‘para que me ajude a querer querer’. E Ele tem me ajudado, me ensinado, tem me feito querer querer.

É um processo. É disciplina. Vai contra o que o meu coração quer, mas rapaz.... é bom e faz um bem danado. Desfaz o céu pesado, pois me lembra que, como já escreví em música, ‘o mesmo Deus que já me fez ver belos mares, e que já me guiou em duros vales, é o Deus que vai diante de mim’.

É uma escolha a ser feita por nós. Ou decidimos reclamar que tudo vai mal, (e indiretamente colocando a culpa em Deus), ou decidimos lembrar do que vale a pena lembrar: que Deus sempre esteve e segue no controle, que tem o melhor destino para nós, e que já garantiu dias melhores e eternos.

A escolha é nossa.