página inicial
música & ministério
história
  meu testemunho
músicas
produção
   letra & histórias
   cifras
   gravações
   artigos & textos

agenda
   convites
contato
links

info
projetos & sonhos
  
CD 'Outras canções'
 
família

álbum de família
   antes de1980
   1981 a 1985
   1986 a 1990
   1991 a 1995
   1996 a 2000
   2001 a 2005

   2006 em diante

 
 

conheça a

É uma revista virtual cristã, para a qual escrevo, e que dirijo. Será um prazer te-lo como visitante e assinante (é gratuita) 

 
 


Artigos sobre

IGREJA - Questões de Liderança
artigos listados pela ordem alfabética do título

(clique sobre o título para acessar o artigo)

  Afinal, quem paga, manda!
Quer saber? Nunca duvidei disso mesmo. E não estou falando só de comércio, negócios, coisas assim. Também estou falando de igrejas! Aliás, de igrejas, de seus pastores, de seus líderes. De todos os que, supostamente, definem seus rumos.
Venha comigo dar uma volta por aí, e depois me diga o que acha.
Vamos visitar primeiro a Igreja de Algumlugarópolis...
  A história de Pedro e o Lobo - numa versão... digamos.... "gospel"
Era uma vez uma comunidade cheia de carneiros e ovelhas que vivia amedrontada pelo tal Lobo. Alguns o chamavam simplesmente de “o Lobo”. Outros o chamavam de “Lobo mau”, “o adversário”, “o inimigo”. Outros ainda o chamavam de “chifrudo” (desde quando lobo tem chifre?), tinhoso, pé-de-bode, etc, etc. Nomes à parte, no fundo,  todos morriam de medo do Lobo, alguns de forma mais aberta, outros de forma mais disfarçada. Constava, entretanto, que jamais alguém havia visto o “bicho” de perto, o que fazia com que alguns já começassem a considerar o tal Lobo mais uma lenda do que algo concreto.
Mas o tutor e líder de toda a comunidade, “O Pastor”, já havia dito que todo bom carneiro e toda boa ovelha deve ter cuidado com o lobo...
  A Igreja Cristã do Santo Evento
...enfim, o que as caracteriza? Ora, não os eventos em si, mas a grande e descabida incidência deles. A importância que se lhes dá em detrimento a coisas mais importantes e duradouras, ainda que trabalhosas e pouco imediatas. A aparente sensação de que a vida da igreja acontece ao redor de encontros, programações, festas do sorvete, festas da pipoca, acampamentos, acampadentros, almoços, jantares, chás, enfim, muvucas e agitação. E a “dependência química” que se cria na sequencia deles, pois mal acaba um lá precisa vir outro. Todo evento tem de terminar com os avisos a respeito dos próximos. A peteca não pode cair; não se pode perder o embalo.
  A Igreja do Fim da Picada!
Isso mesmo. Outro dia passei pela Igreja XX do Fim da Picada  (entenda XX como o código da operadora denominacional). Tenha certeza de que não é muito longe, não, nem de sua casa, nem da minha. Mesmo porque existem várias. Parece que esse bairro – o do Fim da Picada – existe em tudo quanto é cidade. Já passei por outras com o mesmo nome. Sempre achei estranho, mas depois de ver como era, comecei a entender. Aliás, é bem possível que você também conheça alguma. Veja só...
  A Igreja dos Pombos
Era uma vez uma certa igreja. Seu templo ficava perto de uma praça, e era uma construção alta, imponente, toda envidraçada. Por dentro era confortável e espaçosa; pé-direito alto, bem ventilada, acústica boa. Tudo perfeito. Só que os pombos da praça também gostaram. Os pombos viviam entrando no salão. Entravam e iam direto para a fachada envidraçada. Como tentavam sair e não conseguiam, foram achando um cantinho junto ao forro para fazer seus ninhos, e lá foram ficando. Viraram uma verdadeira praga.
  A igreja e o NCC: jeitinho brasileiro ou exemplo?
Assim que nos acostumamos com a idéia do NCC começamos a achar jeitos de fazer apenas e tão somente aquilo que formos obrigados a fazer. Nada mais. O resto jogamos pra depois.  Enquanto isso as nossas igrejas permanecem sendo geridas de forma incompleta. Enquanto falamos e buscamos caminhos curtos, atalhos, jeitinhos, as nossas igrejas ficam sendo administradas de qualquer jeito
  A tribo dos bocudos e a tribo dos deixa disso
Nada mais oportuno do que os dias de hoje para rever as vantagens e as desvantagens de ser de uma ou de outra. Em plena estação de caça ao corrupto, dentre tantos políticos e matreiros de longa ficha, surgem também pastores e líderes evangélicos carregando suas malas cheias de ‘dízimos’. ‘Dízimos’, veja só... Fico pensando como devem ser organizados (e ricos) os membros da igreja dele, pois as notas aparecem todas novinhas, de 50, de 100, e todas seriadas. Vai ver eram todos funcionários de uma mesma agência bancária... vai ver...
  Captação de Recursos... alguém consegue algo em algum lugar?
Recentemente eu estive em um congresso de líderes cristãos, onde um dos preletores foi falar justamente sobre isso. E ele logo começou fazendo piada com um dos organizadores que, numa sugestão de pauta, colocou uma pergunta: “como ter êxito na captação de recursos para o seu ministério?” Ao que inevitavelmente ele respondeu: “Ah... se eu soubesse...” Quem sabe? Quem consegue? Dá pra captar recursos neste Brasil de hoje?
  Como aparece o dono da igreja?
que atire a primeira pedra o líder que jamais se achou dono do seu pedaço. Que nunca disse, intimamente: isso aqui só anda porque eu estou aqui! Que jamais se sentiu contrariado quando outros, de outros ministérios, chegaram e começaram a dizer que as coisas deveriam ser de outro jeito
  Como é duro manter o foco!
”Não podemos perder o foco”. “Primeiro o principal”. Concentre-se no foco de sua missão”. Falar é fácil, não é? Mas se “ficar no foco” ou “manter o foco” fosse fácil, as coisas por certo andariam mais certinhas. É duro! De minha caminhada de tentativas e erros na busca do foco, listo minhas convicções. 
  Confundindo ministério com palco
Costumo dizer que os “ministérios de palco” trazem a quem com eles se envolve  um desafio sempre presente, grande e constante: o de separar o ministério do palco, embora ele aconteça justamente lá, no palco. É de um palco que o pastor prega, é de um palco que alguém canta e toca. E vale lembrar que o palco não é nada. O que o faz maior ou melhor não é seu tamanho, sua altura, sua acústica ou a qualidade do microfone que lhe dão. Pouco importa se é um palco de verdade ou um Cd gravado, um espaço na internet, um livro publicado, ou algum outro tipo de “palanque”. O que lhe dá importância e peso é a arena – o público que se reúne em torno dele.
  "É virgem, só que morou no Rio!"
Já se vão mais de duas décadas quando esta frase foi cunhada pelos gaúchos  Kleiton & Kledir na música “Maria Fumaça”, contando de um noivo a caminho do casamento. Um trecho:
No dia alegre do meu noivado pedi a mão todo emocionado
A mãe da moça me garantiu: ‘é virgem, só que morou no Rio’
O pai falou: ‘é carne de primeira, mas se abre a boca só sai besteira’”

As palavras referem-se à noiva da estória. Mas eu queria falar de outra “noiva” –a de Cristo. A Igreja (a de Cristo mesmo) e um monte de outras coisas que se fazem por aí em nome dela.
Eu me explico.
  Fábricas de Bobagem!
Seu casamento vai mal? Melhor separar mesmo e que cada um procure a sua felicidade, não é mesmo? Fico impressionado com a liberdade que certos líderes cristãos demonstram para legislar sobre a vida dos outros. Mas com que autoridade o fazem? Talvez com a sua própria, não com a de Deus. Por conta disso, crises normais de um casamento comum passam a ser motivo de divórcio. Casamentos e famílias não se firmam, igrejas vão ficando cada vez mais fracas, e seus membros e frequentadores jamais saem do berçario da vida espiritual.
Seus negócios não estão lá essas coisas? E ainda por cima seu pastor não é da linha da prosperidade? Ora, procure outro! Ache um que venha orar por você, impor as mãos sobre o seu livro-caixa, que derrube a ação do inimigo que lhe impede o sucesso. E quanto ao que a Bíblia fala? Ora, acredite no pastor e tenha fé que tudo vai dar certo.
Nossas igrejas viram verdadeiras agências da indústria da bobageira espiritual.
  Faça o que eu digo. Veja como eu faço!
Como seria bom que muitas dentre as lideranças de hoje, tão personalistas, tão show e tão pouco essência, tão forma e tão pouco conteúdo, tão palco e tão pouco joelho, tão besteirol e tão pouco Bíblia, pudessem entender que seus verdadeiros frutos são transmitidos pelo silêncio do exemplo, e não pelo alto volume de suas falas. Nossa missão é viver. Como seria bom se muitas dentre as lideranças de hoje lembrassem que suas famílias são os qualificadores de seus ministérios. Que seus filhos são seus primeiros discípulos. Quem com eles falha, como querer acertar no resto? Nossão missão é viver.
Faça o que eu digo, apesar do que eu faço?
Não. Êta vida besta!
Faça o que eu digo. Veja como eu faço.
  Igreja: crentes ou clientes?
A igreja de hoje não tem crentes. Tem clientes. Clientes que pagam o salário dos pastores, bispos, e toda a sorte de cargos da estrutura hierárquica eclesiástica (que cada vez cresce mais). Clientes que reclamam se o programa não está em ordem, se a pregação foi “meia-boca”, se a música não foi bem ensaiada, se não foram bem tratados. Clientes que dizem como deve ser a igreja. E é bom que seja, pois o cliente tem sempre razão. Quem paga, manda.
Culpa dos crentes-clientes? Claro que sim, mas não só deles! Culpa dos líderes que, movendo céus e terra para ver suas igrejas cada vez mais cheias, fazem qualquer coisa, fazem de tudo para conseguir mais “clientes”.
  Igreja não foi feita pra crente!
Por que temos assistido, pelo menos nos últimos 20 anos da igreja brasileira, movimentos migratórios de crentes antigos pulando de igreja em igreja, sempre correndo atrás da que oferece uma melhor programação, uma melhor pregação, uma melhor programação para os nossos filhos? Em suma, correndo atrás da igreja que está na moda. Por que?
  Igrejas a la carte
Ande pelas ruas. Leia as placas. Ligue a sua televisão e viaje pelos canais. Basta procurar que você acha a igreja que melhor se encaixa nas suas expectativas. Basta pesquisar que você por certo acha uma igreja que fala a sua língua, aquela que fala aquilo que você quer ouvir. 
São muitos os modelos, opções, cores, opcionais. Escolha conforme a sua preferência. Para facilitar a sua escolha, preparamos um menú.
  Igrejas com "cara de conteúdo"
...não posso deixar de ver que é um retrato triste da nossa  sociedade. É mais fácil e rápido consumir fast-food do que comida. É mais empolgante ficar horas numa sala de bate-papo do que lendo um livro. Dá menos trabalho “terceirizar sexo” pela internet do que investir num relacionamento sadio a dois. O real dá muito trabalho; melhor ficar com o virtual.
E a exemplo da sociedade, também é um retrato que vale para muitas igrejas de hoje. Certas igrejas “vendem” um “conteúdo” parecido com o “conteúdo” da internet, que de conteúdo bíblico mesmo não tem nada. Venha comigo “navegar” pelo que dizem algumas igrejas de hoje (não necessariamente com palavras, mas com as atitudes). E veja se não concorda comigo.
  Por que os pombos fogem?
Não em todas, mas em muitas igrejas “de hoje” observa-se um movimento de pessoas chegando, pessoas gostando, pessoas ficando, pessoas virando membros, e depois, boa parte delas frequentando as reuniões da igreja na base do “de vez em quando”, quando der, se der. Enfim, peixe sendo tirado do mar, mas ficando na praia, sem avançar terra adentro, sem ser colocado para trabalhar e servir. Superficialidade.
  Qual seria o balanço de fim de ano do inferno?
Alguns de nós certamente estão acostumados com reuniões de resultados empresariais, onde diretores e gerentes se esforçam por mostrar o que de bom foi feito e por esconder, de todas as formas possíveis, as desgraças. E é também comum em algumas empresas o presidente fazer ao final do ano um pronunciamento de como se vê a situação e quais os vislumbres para o ano seguinte.
Outro dia fiquei imaginando como poderia ser a reunião deste final de ano do inferno, ainda mais em vista do que anda acontecendo nas nossas igrejas... Aqui fica um devaneio...
  Quando todo mundo é corcunda, a bela postura torna-se monstruosidade
...nota-se a mesma coisa na nossa moda atual de lançar estratégias para crescimento das igrejas. A que “moda” sua igreja está filiada? G12, Propósitos, Células, Discipulado? Olha, a regra é “crescer”. Porque igreja que cresce é “normal”, não importa a que método e a que custo. Não importa se incha unicamente por movimentos migratórios de gente de outras igrejas. Igreja que não cresce (segundo certas regras) é fria, morta, estranha, etc... não é assim que se fala?
  Suprir necessidades ou patrocinar caprichos?
Deus não prometeu pagar todas as 36 prestações do seu carro Okm. Pense nisso antes de assinar o contrato. Deus não manda atrasar o aluguel ou o condomínio porque este mês temos que pagar o novo celular da filha adolescente e o tênis importado (o mais caro da loja) do filho mais velho. Deus não mandou pedir uma cesta básica na igreja enquanto compramos um aparelho novo de DVD “que estava na oferta”. Deus nos garantiu sustento, e garantiu patrocinar os projetos que Ele tem para nós. Veja bem: os projetos que Ele tem para nós.
  Uma igreja SEM propósitos???
Mas se pensarmos no que temos conseguido e observado com nossas igrejas por aí, começo a pensar que existem variações um tanto estranhas. Penso que todas elas continuam a ser igrejas com propósitos, mas convenhanos... tem cada propósito por aí...
  Vamos abrir uma igreja?
’São Paulo abre uma igreja a cada dois dias!
É a manchete que saiu Folha de São Paulo, no último dia 28 de janeiro (de 2006), em texto escrito por Daniela Tófoli. Mais do que ver neste texto um retrato fiel da cidade onde nascí e viví quase toda minha vida, vejo nele a triste realidade na qual estamos metidos. Veja um trecho do texto: ”
Uma igreja para punks e góticos. Uma para surdos. Outra para quem gosta de black music. Mais uma só para gays. Em São
Paulo, só não vai à igreja quem não quer.  A cada dois dias, pelo menos um novo templo é aberto na cidade, sem contar os que funcionam sem nenhuma autorização em garagens de casas
Como se chega a esta estatística de ‘uma igreja a cada dois dias’? Pelos pedidos de isenção de IPTU...
  Vendedores de igreja
É triste ver que igreja virou produto e crente virou cliente. Mais triste ainda é notar que a pregação da cruz de Cristo vem virando acessório; algo que, na hora oportuna, “alguém vai falar... o importante é que a pessoa chegue até aqui! ” A pregação do evangelho de Jesus passa a ser tratada como algo “venha ver o que Deus tem para turbinar a sua vida”. Pecado, arrependimento, cruz? “Ora, nem fale assim porque pode assustar quem chega...”
Os marqueteiros e vendedores de igreja que me perdoem, mas não posso aplaudi-los. Por mais que reconheça sua capacidade de mensurar e caracterizar um mercado tão promissor...
  Você é dono de igreja?
Mas, você concorda comigo que algumas igrejas tem outros donos? Sejam eles os Fulanos, os Pereira, os Oxbridge ou qualquer outro que apareça, dói ver que igrejas tornam-se semelhantes a clubes e associações amigos-de-bairro quando decidem se circunscrever dentro de limites sociais, humanos, falhos e sujeitos a tropeços. Deixam de ser agências de salvação. Deixam de ser casa de Deus. Passam a ser clubes, partidos, associações.
   
  veja outros artigos sobre outros temas:
- igreja & ministério - planejamento - série "Os planos que dão certo"
- homens de verdade diante de Deus
- vida cristã
    - Deus e o homem em suas adversidades
    - frutos do Espírito
    - vida cristã em geral
- música cristã contemporânea
- crônicas e comentários sobre fatos ocorridos - atualidades