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Esta canção já nasceu tendo seus destinatários,
desde o primeiro dia em que tive a vontade de escrevê-la.
Ela se destina a muitos dos meus amigos, colegas, gente que em algum lugar
do passado, e de alguma maneira, Deus usou para me fazer lembrar do melhor
caminho - o Dele. Gente que foi exemplo, referencial, apoio.
Mas o curioso - e triste, e chato - foi que várias vezes fui surpreendido
por notícias a respeito destes amigos. Notícias que me contavam que estes
amigos vinham (e continuam) não mais professando a mesma paixão por Deus que
me foi notória. Alguns deles sequer afirmam seguir a Deus, ao contrário dos
"bons preceitos que juntos lançávamos" para nossas vidas nos anos passados.
Isso me incomodou e até hoje incomoda. Mas tenho aprendido com Deus que Ele
tem Seus propósitos e senhorio sobre tudo - e isto não seria uma exceção.
Estes meus caros amigos sabem quem são. Sabem (e se não sabem, que saibam!)
que foram e são importantes na minha vida.
Que esta canção soe como um convite para que a fé da nossa mocidade seja
também a fé de hoje. Assim tem sido para mim. |
Estive lembrando os tempos
vividos nos anos tais
os sonhos e anseios tantos
que hoje a memória traz
me lembro dos votos feitos
dos mais nobres ideais
Na pauta dos bons preceitos:
uma vida sem Deus? Jamais!
Mas me diz: foi a pouca idade?
me diz: que te fez mudar?
me diz o por que de hoje
com Deus eu não te encontrar?
me diz: onde ficou a
história
de tudo a Deus dedicar?
me diz onde está a graça
de um homem viver sem Deus?
Me lembro do teu exemplo
de como eu quis te imitar
São coisas que eu não entendo:
te ver hoje em outro mar...
O Deus dos passados anos
é o que segue sendo o meu
é o Deus que ensino aos filhos
e é tempo que seja o teu
Não seja da boca afora
que seja de coração
pois barco que em Deus se ancora
o vento não leva, não
me diz se passou da idade?
me diz por que esperar?
me diz onde está a graça
de um homem viver sem Deus
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