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Está aqui uma das histórias mais marcantes da
minha vida.
Alguns anos antes de 'acontecer' esta canção (em 1992, mais precisamente),
foi o ano em que 'mais ou menos oficialmente' havia acabado o Grupo
Mensagem. No mesmo ano decidimos fechar uma distribuidora que comercializava
os discos e tudo o mais (a SDR/Fruto de Vida), e foi um ano em que mudamos
de casa e de igreja.
Muitas mudanças que fizeram meu ministério musical entrar num período
sabático, de férias forçadas. Ou pelo menos, de brusca redução de
atividades.
Foi um tempo em que cheguei a mencionar a alguns amigos mais chegados que
era 'hora de me aposentar' do trabalho com música, com gravações, com
viagens. Afinal, já estava com 3 filhos pequenos, com um volume bastante
grande de trabalho na empresa onde estava. Enfim, a conversa de sempre.
E neste ritmo bem reduzido fiquei de 92 a 95.
Até que, em 1995, nos feriados da páscoa, marcamos um encontro da turma
antiga do Mensagem lá em casa, junto com mais alguns outros amigos que
estavam hospedados conosco. E num destes dias, depois do churrasco,
começamos a mostrar músicas novas um para o outro.
Um dos amigos (que não era músico mas conhecia bem nosso ministério antigo)
começou a me perguntar quando as tais músicas seriam gravadas, etc. E fui
respondendo como de praxe... ora, meu tempo já passou... se alguém quiser,
pode usar... mas não sei se vou gravar, não...
Naquela noite, depois que todos haviam saído, ele me pegou numa conversa
bastante desconfortável. 'Se Deus quer sua aposentadoria, por que é que
segue dando músicas, e letras?' 'Onde já se viu aposentadoria de
servo de Deus?'
Respondí com os clássicos 'não é bem assim', ou 'você precisa estar a par
dos detalhes', etc, etc.
Mas confesso que tudo aquilo me incomodou, e bastante. Suas palavras ficaram
martelando na minha cabeça por dias. Até que pedí a Deus que ou me
esclarecesse ou me livrasse daquela dúvida.
Algumas semanas passaram, até que um certo dia me vejo, em sonho, cantando
uma música em inglês, com estrofe e refrão completo. Acordei de sobresalto.
Embora eu até falasse inglês, jamais havia feito uma música em inglês (e
jamais fiz, até hoje, 2006). E música 'em sonho'... esta foi a primeira e a
única, pelo menos até agora. Tamanho foi o susto que me levantei e escreví o
que me via cantando:
Year after year, all the time passing by
(ano após ano, todo o tempo passando)
child become men as they grow
(as crianças se tornam homens a medida
que crescem)
seeds become trees and give
hundreds of fruit
(as sementes tornam-se árvores e dão
centenas de frutos)
sequence of life - how they know?
(é a sequencia da vida - como eles
sabem?)
Some of the seeds once are sowed will grow up
(algumas das sementes, uma vez
plantadas, vão crescer)
others will not - don´t know why
(outras não - não sei por que)
there´ll be fruit if someone sows the seed
(mas haverá fruto se alguém plantar
a semente)
here is the reason why I´m
(esta é a razão pela qual estou...)
back to the road
(de volta pra estrada)
my seed to sow
(minha semente a semear)
no other way
(não há outro caminho)
no chance to stay
(não há chance de ficar parado)
waiting to go
(esperando para ir)
back to the road
(de volta pra estrada)
Até tentei, mas não conseguí uma tradução muito fiel desta letra na versão
em português. Mas foi gravada com a letra ao lado, que fala mais ou menos a
mesma coisa.
A melodia sempre foi a mesma, tal qual 'eu me ouví cantando em sonho'
naquela noite de maio de 1995. É a que está gravada no CD, como indicado ao
lado.
E vale registrar: sigo na estrada, desde aquela época, sem duvidar do lugar
onde devo estar.
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O vento sopra e o tempo se vai
O frio sucede o verão
Chega a colheita na boa estação
Assim a vida se fazSe houve semente
nos tempos lá atrás
Há flor e fruto ao final
Mas nada haverá se alguém não plantar
Sempre há trabalho a fazer
Muito a falar
Terra a plantar
Muito a regar
Tempo a esperar
Muito a colher
Muito a fazer
Há todo um chão pra semente em sua mão
Há muito arado a puxar
Gente que Deus quer a história mudar
Ele nos manda falar
Pouco se faz, muito pouco se traz
Como ver fruto ao final?
Nada haverá se alguém não plantar
É a nossa parte a fazer
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