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É uma revista virtual cristã, para a qual escrevo, e que dirijo. Será um prazer te-lo como visitante e assinante (é gratuita) 

 
 


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Música Cristã Contemporânea
artigos listados pela ordem alfabética do título

(clique sobre o título para acessar o artigo)

  A canção do bobo-alegre e a canção de quem se alegra
Há uma onda de animadores de auditório nos nossos dias. É o único nome que consigo dar a alguns que dirigem o período de louvor nas nossas igrejas por aí. Cada qual com seu estilo peculiar, fazem de tudo para promover uma festa. Pulam, dançam, cantam, gesticulam, pedem pro povo cantar mais alto, pedem pro povo ficar alegre, sorrir, pedem pra sair do lugar e abraçar o vizinho, ameaçam quem não está cantando de vir cantar sozinho na frente, choram, fazem caras e bocas, pintam e bordam. Só não me parecem saber muito bem o que fazem. ’Fique de pé, meu irmão, sorria para quem está do seu lado e juntos vamos cantar, alegremente e com voz bem alta, o próximo hino’. ’Esta é a casa do Senhor! Quando entramos na presença do Senhor, devemos sempre estar com alegria e fazendo festa’. São frases que eu e você já ouvímos. Mas será que elas trazem algum efeito?
  A difícil arte de casar a letra com a música
São coisas que pouca gente observa, mas há certas melodias que se casam tão bem com suas letras que uma praticamente não existe sem a outra. Pode ser questão de costume, pode ser questão de técnica, pode ser que o clima que a melodia dá valoriza a letra, e vice-versa. Enfim, é tudo isso e mais um pouco.
Tentar explicar isso, ou melhor, tentar equacionar tudo isso é como dizer que basta seguir algumas regras que qualquer casamento pode ser perfeito. E falo de casamento mesmo, homem e mulher deixando pai e mãe e constituindo um novo lar. O que faz com que um casamento dê certo? O que faz com que uma música se case bem com sua letra?
Tenho sempre comigo alguns conceitos, que me ajudam na hora da necessidade, e diante do desafio de ser alguém que tenta escrever e compor.
  Adoração de entretenimento?
...quando usamos a letra de nossa música para algo além de entreter, revelamos aspectos da vida que temos com Deus, descrevemos como Ele nos ajudou a vencer desafios, vales e abismos, e como ajustou e tem ajustado nossa vida. São letras assinadas, que pressupõem o compromisso que existe entre o autor e Deus. E que, para serem cantadas de forma atenta, também pressupõem o mesmo compromisso por parte de quem as canta.
Não estou pretendendo aqui eliminar a música de nossas vidas e ministérios. Mas proponho um ‘basta’ a esta cultura consumista de compor e cantar músicas para animar baile de crente. Um ‘basta’ à ‘adoração de entretenimento’!
  Evangélicos e suas músicas traduzidas
Nada tão evangélico quanto cantar músicas americanas traduzidas. Some a falta de autores nacionais com a mania dos poucos que existem de fazer música complicada e o resultado é esse mesmo: o peso que músicas estrangeiras tem no que se canta nas igrejas é alto pra valer.
Não há estatísticas oficiais ou extra-oficiais, mas apelo para a sua memória e/ou senso de observação. Mesmo que você não seja daqueles que normalmente nota isso, veja o percentual dos autores “estrangeiros”, seja nos hinários, seja nos retro-projetores, seja nos data-shows.
Antes que você me tenha por...
  Música brasileira X música americana.  Francamente? Já está enchendo!
...desde quando Deus se preocupa com a cor e o tipo de passaporte do autor da música? Creio que a Ele agrada um autor com nome no Livro da Vida, e ponto final. Será que o Espírito de Deus inspira e motiva mais pessoas de uma certa região ou língua em detrimento a outras? Seria absurdo, não?
Tampouco faço coro com os adeptos de músicas importadas. Você não me verá defendendo nenhum destes extremos, mas me verá ouvindo e me ouvirá cantando e gostando dos dois tipos de música. Ou dos três, quatro, cinco...
  Música ou ministério?
"
O único ‘ministro de música’ acerca do qual o Senhor dirá: ‘Bem está, servo bom e fiel’ é aquele cuja vida confirma o que suas letras estão dizendo, e aquele cuja música é a parte menos importante de sua vida. Glorificar ao único que é digno tem de ser o mais importante objetivo do ministro." São palavras de Keith Green.
Olhando para o que se tem praticado nas igrejas e no meio cristão brasileiro, vemos algo – no mínimo – estranho. É certo que não encontraremos ninguém que afirme discordar da frase de Keith Green, mas daí a encontrar alguém que demonstre esta realidade no seu dia a dia... É duro. É difícil. Para viver esta realidade há que se caminhar contra, remar contra a maré do mercado, desafiar empresas gravadoras e promotoras de eventos, enfim, ser um calo no pé de muita gente.
 

Na busca de uma música que fale...
... que agrade o coração de Deus. E já aprendí que para Deus pouco importa o que estou cantando para Ele, pois Ele não se relaciona com a minha música, mas comigo. Sei que Lhe é agradável meu coração afinado com o Dele. Uma música com os pés no chão pode transformar vidas, agradando a Deus, e fazendo com que estas vidas também agradem a Deus. Pés no chão, coração no céu.
Tenho buscado fazer este tipo de música. Uma música que seja a decorrência do que vivo do que Deus tem instilado em mim. Canções que escrevo e canto, nas quais e pelas quais derramo o que vai dentro do meu coração. E canções que, de passagem, possam provocar em outras pessoas a sensação de familiaridade, de que sua letra cabe dentro delas, a ponto de perguntarem: como não fui eu quem as fiz?

  Nenhum canto dessa cidade é meu, não!
Lá pelos idos de 92/93 Daniela Mercury temperava os primeiros acordes da fase axé da música popular brasileira com as seguintes palavras:
A cor dessa cidade sou eu

O canto dessa cidade é meu...
Tempos atrás, dando vazão a uma de minhas manias (ou ministério, como prefiro chamar), fiz uma música em resposta a esta da Daniela Mercury. Falando não de uma cidade, ou do mundo, mas do meu mundo, que ainda não conheço pessoalmente, mas do qual já fui feito cidadão por Jesus, com passagem comprada e passaporte e visto carimbados.
  Opções na adoração?
Longe de querer ter a última palavra onde quer que seja. Mas, convenhamos, já está ficando chato, cada vez mais chato, o desfile de estilos que igrejas e mais igrejas oferecem durante os seus períodos de louvor congregacional. Ainda mais quando um diz que seu estilo é mais santo que o do outro.
Dos tradicionais aos liberais, dos racionais aos emocionais, temos como listar dúzias de estilos. Estilos que, mesmo que as igrejas não chamem de “estilos de adoração”, passam a ser conhecidos como tal. E que, conforme o gosto “musical” e “adoracional” (desculpe a invenção do termo mas não achei nada correto que expressasse o que quero dizer) do indivíduo, servem para também nortear sua decisão sobre em que igreja ficar, em que igreja congregar.
Todo esse cenário me chateia.
  Participe você também do Troféu "Solange-Gospel"
(ou seria "Çolanje-Góspeu"?)
...vendo um dos meus filhos chegar com mais uma dessas versões “Çolanje” para alguma música internacional, comecei a pensar quantos e quantas “Solanges” existem no meio cristão brasileiro. Daí comecei a pensar num teste, que lhe proponho agora. Faça o teste e veja as respostas no final. E avalie o quão “Solange” você é.
  Resposta a (ao agora ministro, Gilberto) Gil
que disse
"Se eu quiser falar com Deus tenho que me aventurar
tenho que subir aos céus sem cordas pra segurar
tenho que dizer adeus, dar as costas, caminhar
decidido pela estrada que ao findar vai dar em nada,
nada, nada, nada, nada,
nada, nada, nada, nada,
nada, nada, nada, nada,

do que eu pensava encontrar"
   
   
   
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